sábado, 20 de outubro de 2007

SHEIK




Sheik é uma gatinho preto, sem pedigree.
Ele veio para minha casa, num sábado, depois do almoço. Chegou de carro, assustadinho, peguei-o no colo e fiz-lhe um carinho. Olhou-me desconfiado, cheirou-me e aceitou-me como sua nova dona.
Mas, por que o Sheik veio para minha casa? Estive ausente por um bom tempo e quando voltei, meu marido avisou-me que tínhamos um hóspede indesejável. Dias depois, recebi em meu banheiro uma visita inesperada: um ratinho! Olhou-me rapidinho e saiu correndo. Fui atrás, mas não consegui pegá-lo. Foi aí, que surgiu a idéia de arrumar um "Faro-fino".
Liguei para minha filha que gosta muito de doar animais e contei-lhe a história. Prontamente ela prometeu-me arrumar um felino.
Não demorou muito e o desejado hóspede chegou, e é lógico, com meus netos à tiracolo. Queriam checar de perto se a Vovó queria mesmo um animalzinho. Que coisa mais estranha! O gatinho veio com o enxoval completo: pote com ração, caixa com areia, iglu, que é uma linda casinha que minha filha fabrica.
Voltando ao gatinho Sheik, pois foi esse o nome que escolhi para ele, colocamos suas coisas no banheiro de fora, deixamos ele conhecer a casa, a princípio no meu colo, depois sozinho. Em seguida, fechamos um pouco ele no banheiro. Isso foi o suficiente para ele adotar este cômodo com seu "habitat".
Quando chega a noite. ele começa miar para que seus pertences sejam levados ao banheiro, já que de manhã, os mesmos são levados para fora. Logo em seguida ele se acomoda em sua cama e dorme a noite inteirinha. O ratinho? Vai bem, obrigado. O Sheik passeia pela casa inteira, e o seu cheiro já deve ter colocado o roedor para correr. Outros antigos freqüentadores do quintal, os passarinhos, estão começando a passar medo, pois, o gatinho já ensaia seus pulos de caçador.
O Sheik é muito dócil, me acompanha pela casa, jardim e quintal e sempre quer um carinho. Conheço seus miados de fome, de sono ou de um carinho. Ele é um pequeno-grande companheiro!


Vovó Lurdes e S.
Santo Antônio da Platina, 25 de maio de 2007.

Obs.

Este texto foi escrito para minha netinha S. Ela está aprendendo a ler e a escrever, e muito curiosa perguntou-me como é que se escrevia história. Como ela conhece a historinha do Sheik, mostrei-lhe como era fácil redigir uma. Como toda criança que quer aprender, ela ficou encantada, e mostra o texto "Sheik" para todos e comenta:" A Vovó sabe escrever história!"
A S., também, assinou a "história". Afinal, ela viu como se escreve, participou, e vibrou com cada palavra que eu falava e escrevia. Ela é co-autora desta história , não resta a menor dúvida!


Vovó Lurdes

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Reflexões no "DIA DO PROFESSOR": VALEU A PENA?

Valeu a pena, colocar DEUS em primeiro lugar: "O Senhor é meu pastor: nada me faltará". Sl. 23:1.
Valeu a pena, as lágrimas de alegria, quando soube do resultado do Concurso de Professores.
Valeu a pena, o apoio da Família.
Valeu a pena, as Escolas em que traballhei e o muito que aprendi, com colegas e alunos.
Valeu a pena, os Cursos que fiz e os horizontes que se abriram.
Valeu a pena, as Bibliotecas que freqüentei e os livros que li.
Valeu a pena, as aulas que preparei e os conteúdos que passei.
Valeu a pena, cada aluno que passou pela minha vida e o que pude fazer para que suas vidas tivessem mais sentido.
Valeu a pena, as amizades que conquistei e as que me conquistaram.
Valeu a pena, o que aprendi com colegas-professores nas intermináveis trocas de experiências.
Valeu a pena, cada segundo que passei preparando aulas, provas, corrigindo meus erros e de meus alunos.
Valeu a pena, os "Conselhos de Classe", onde aprendi que o problema não era só meu.
Valeu a pena, o trabalho em equipe com Diretores, Professores, Secretárias, e Funcionários de cada Escola por onde passei.
Valeu a pena, trabalhar do Pré-Escolar ao Ensino Médio, Normal e Profissional.
Valeu a pena, as flores, os cartões, as cartinhas e os abraços que recebi dos colegas e alunos.
Valeu a pena, as críticas que recebi, pois, com elas, aprimorei-me.
Valeu a pena, ensinar "Direitos e Deveres", num País de impunidades.
Nào valeu a pena, na minha vida, e na vida das professoras do meu querido neto Henrique, a tragédia que aconteceu.
Valeu a pena ser PROFESSORA, e se tivesse que recomeçar, eu seria... PROFESSORA!
15/10/2005, 8h36min)