terça-feira, 15 de setembro de 2009

INFORMÁTICA X IDOSO

Informática e Idoso não combina? É aí que você se engana!

A informática veio para ficar na vida do idoso. Para aqueles que ainda têm muito a aprender, apesar da experiência, a informática é ideal. O computador, antes um bicho-de-sete-cabeças, hoje faz parte do cotidiano do idoso ativo, que ali navega.
“... Navegar é preciso.” Já afirmava o grande poeta lusitano Fernando Pessoa. O idoso navega com a calma que os anos lhe ensinou, singrando mares “nunca dantes navegados...”
Na tela mágica, ele vê notícias, recebe e encaminha e-mails, consulta o google, a wikipedia, o dicionário eletrônico, acessa e alimenta blogs, comunica-se a viva voz pelo skype, entra em sites de relacionamentos, assiste filmes, joga paciência, ouve as músicas preferidas da sua juventude e ainda é orkuteiro.
Que máquina incrível! Ela trás o mundo até sua casa, fazendo o idoso esquecer a sua idade, os problemas, diferenças sociais, financeiras e raciais... Ele é um internauta que seleciona o que quer e deleta o que não quer.
E as fotos? Passa da máquina fotográfica digital ou do celular para o computador e as publica no orkut. E tudo isso com simples toques no teclado, numa rapidez imaginável.
Também pode digitar textos, como há muito tempo fazia na sua velha "Olivetti", isto é, na "Olivetti" ele datilografava, agora ele "digita"!
O vocabulário do idoso aumentou. Ouvir idosos, é ouvir papos inteligentes. Ali, ele comenta sobre o novo computador adquirido, as últimas travessuras dos políticos, as notícias quentíssimas...
Mas, infelizmente, quando o idoso não tem controle próprio, ele, ao usar o computador, afasta-se da família, isola-se. Isto já não acontece se todos os membros da família falaram a mesma linguagem eletrônica.
Para os mais novos, os avós são para contar histórias, fazer guloseimas, crochê ou ficar sentados numa cadeira de balanço. Aliás, a vovó, agora, está cheia de novidades na cozinha. Leva seu laptop mais perto da pia, acessa uma receita e lá está a tecnologia fazendo parte do fogão. E, não é que ela faz até comentários no blog de onde tirou a receita!!! A tecnologia aliada ao idoso torna-se muito útil.
Agora no celular dos vovôs e vovós, não tem só o número do telefone dos amigos, também tem o endereço dos seus e-mails. Quem diria hein!? Vovô e vovó usufruindo tecnologia de ponta!
Isto é muito bom!
Idoso, só porque tem um dia especial de "contar o tempo", porque, hoje, ele disputa com filhos e netos a sua hora de "navegar"...
Se você ainda não descobriu o maravilhoso mundo da informática, corra! O tempo é inimigo dos que se acomodam!!!

( Maio, 2009 )

sexta-feira, 1 de maio de 2009

IRMÃ PLÁCIDA




IRMÃ PLÁCIDA

Inda agora, lembrei-me da senhora, pelas
Realizações na educação das crianças de nossa
Maravilhosa "Cidade Jóia".
Admiro-a, pelo seu trabalho e principalmente pelo

Pulso firme com que dirige este renomado Colégio.
Lei é para ser cumprida, e
Assim há "Ordem e Progresso",
Como vemos neste querido Colégio Santa Terezinha.
Idealista, és! Da senhora, tive noções da
Disciplina de Matemática, que uso até hoje.
A amizade que nos une, tem valor imensurável!!!

IRMÃ PLÁCIDA
Sempre gostei de passar para o papel, e agora computador, os meus pensamentos, principalmente na forma de "Acróstico".
Agora, aposentada, posso pensar com mais tranquilidade, e sempre penso nas pessoas que passaram pela minha vida e deixaram marcas positivas. A senhora, IRMÃ PLÁCIDA, é uma destas pessoas especiais!

Um abraço de sua amiga Lurdes Ribeiro.

Santo Antônio da Platina, 26/03/2009. 9:00h.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

SAUDADES...


Hoje, vinte e nove de abril de dois mil e nove, faz quatro anos que perdemos nosso querido neto Henrique, vítima da violência do trânsito em Santo Antônio da Platina, na avenida Oliveira Motta.
Henrique era uma criança meiga, inteligente, amante da Natureza.
"_ Você sabia que esse toco de cigarro leva muito tempo para desaparecer dessa grama?" ( Henrique pegou a bituca do cigarro da grama do nosso sítio e a jogou na lata de lixo.)
Este era o nosso querido Henrique! Uma criança pura, que via a Natureza com os olhos de um ambientalista.
Procurava, com uma máquina fotográfica, eternizar os momentos fugazes de uma pequenina e simples flor. Não procurou retratar fenômenos, mas retratou aquilo que estava ao seu redor, o cotidiano, que nós adultos, muitas vezes não valorizamos.
Enquanto as outras brincavam, lá estava o Henrique, com a máquina fotográfica à tiracolo, fazendo suas "estrepolias fotográficas", parando momentos de beleza com a pureza dos seus olhos.
O sítio do vovô Zé Pedro, era o seu laboratório. O poço de água o encantava e ele o visitou muitas vezes. À noite, queria que apagassem todas as luzes para ver as estrelas cintilarem. O rio era o seu deleite e não perdia tempo, gostava de nadar. Mas, ficava muito triste ao ver lixo jogado às margens do seu querido Ribeirão Bonito do Meio. O cavalo era um dos seus animais preferido. Montava-o com carinho.
A saudade é muito grande, mas a esperança da Ressurreição é o que nos conforta. Temos certeza que no Grande Dia da Volta de Cristo, encontraremos o nosso querido Henrique, sem as marcas da violência deste mundo...
Em Apocalipse 21, versículo 4, está escrito:
"Deus nos enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram."
Cremos, que será a felicidade, que ora nos foi tirada.
Agradecemos de coração aos amigos que nos confortaram, e a Deus pela força que nos tem dado, durante esses quatro longos anos.

Santo Antônio da Platina-PR, 29/04/2009, 2:44h.

Vovó Lurdes.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

EU SOU DO TEMPO EM QUE...









Eu sou do tempo em que meu pai, atravessava uma rua da cidade de Jandaia do Sul, para cortar palmito, para o almoço.
Eu sou do tempo em que "Lança-perfume", era brincadeira de criança.
Eu sou do tempo em que se brincava na rua, sem medo.
Eu sou do tempo em que se matava porco e dividia a carne com os vizinhos.
Eu sou do tempo em que a Estação Ferroviária da Platina, funcionava.
Eu sou do tempo em que ônibus se chamava jardineira.
Eu sou do tempo em que as missas eram rezadas em Latim.
Eu sou do tempo em que mulher não usava calça comprida.
Eu sou do tempo em que o comprimento da saia tinha que ser abaixo do joelho.

Eu sou do tempo em que a mulher não entrava na igreja com vestido decotado/sem manga ou de calça comprida.
Eu sou do tempo em que saia godê não era "démodé".
Eu sou do tempo em que estrada asfaltada, começava na cidade de Sorocaba-SP.
Eu sou do tempo em que se viajava para Aparecida do Norte-SP, de caminhão " pau-de-arara" e, de vestido! (vide foto).
Eu sou do tempo em que a mulher usava véu nas missas, branco para as solteiras e preto para as casadas.
Eu sou do tempo em que nas casas, tinha jardim, pomar e horta.
Eu sou do tempo em que o vigário da igreja católica era o frei Guilherme Maria.
Eu sou do tempo em que se colecionava "santinhos" de santos cat
ólicos, e eram lindos!
Eu sou do tempo em que se levava lanche para a escola, e eu amava levar pão com ovo frito.
Eu sou do tempo em que boina fazia parte do uniforme escolar do Colégio Santa Terezinha, e, eu, a usei.
Eu sou do tempo em que se escrevia com caneta de madeira e tinha que molhar a pena num tinteiro.
Eu sou do tempo em que no Curso Primário, tinha só um livro didático, comprado, e com as matérias básicas de português, aritmética, história, geografia e ciências e, se aprendia!
Eu sou do tempo em que se tinha de fazer "Curso de Admissão" para entrar na quinta série, ou, na época, primeira série do ginásio.
Eu sou do tempo em que se estudava, no ginásio, quatro línguas: Português, Latim, Francês e Inglês.
Eu sou do tempo em que "alfabetizado" sabia ler e escrever.
Eu sou do tempo em que o meu pediatra era o Dr. Mário Giovannetti.
Eu sou do tempo em que só havia dois sabores de pizza: Aliche e Mussarella.
Eu sou do tempo em que calçado para se usar em casa era "alpargata" (come-quieto), e, para sair, sapatos da fábrica platinense do sr. Arsênio Poli.
Eu sou do tempo em que "supermercado" se chamava "armazém " ou "venda".
Eu sou do tempo em que se comprava na "venda" com caderneta.
Eu sou do tempo em que se comprava "secos e molhados" e ... , na Casa Rodrigues, Casa Setti, Casa Carvalho, Casa dos Retalhos...
Eu sou do tempo em que o telefone das cidades, só tinha três números e o nosso era o dois, oito, oito (288).
Eu sou do tempo em que os filhos obedeciam aos pais.
Eu sou do tempo em que à noite, a família conversava.
Eu sou do tempo em que o Jeep Willis, 51, tinha tração nas quatro rodas.
Eu sou do tempo em que ir ao sítio, em dia de chuva, com o Jeep, era uma aventura; era fazer o "rally" de hoje.
Eu sou do tempo em que o avião da Real, fazia escala no aeroporto da cidade de Jacarezinho.
Eu sou do tempo em que se davam voltas ao redor da Praça João Pessoa, hoje, Praça Frei Cristóvão (padre que fez meu casamento).

Eu sou do tempo em que se usava"bobs"para deixar os cabelos encaracolados e "touca"para alisá-los.
Eu sou do tempo em que começo de namoro era "flirt".
Eu sou do tempo em que se namorava só até às vinte e duas horas, três vezes por semana.
Eu sou do tempo em que se casava virgem.
Eu sou do tempo em que os noivos tiravam fotografia no dia do casamento, no Foto Tanko ou no Ritz.
Eu sou do tempo em que as músicas eram gravadas em discos de vinil, 78 rotações e long plays (33).
Eu sou do tempo em que as músicas da " velha guarda" eram atuais: A Banda, Disparada, Dio como ti amo, Calhambeque...
Eu sou do tempo do carro Sinca Chambord.
Eu sou do tempo em que Vereador não ganhava salário.
Eu sou do tempo em que cachorro era para vigiar a casa.
Eu sou do tempo em que no Clube Platinense só entrava sócio.
Eu sou do tempo em que se gostava de escrever.
Eu sou do tempo de pessoas atenciosas, como você, que está lendo meu blog neste momento.
Eu sou do tempo de 1946... E conto o tempo no dia 7 de agosto...
E nem faz tanto tempo!!!

(09/02/2009, segunda-feira, 8:00h)








quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

PARAR O TEMPO...







A máquina fotográfica é uma arma poderosa, invencível. Sinto-me muito forte ao parar com um clique, uma ação, um momento, que poderia ser outro, mas é "aquele momento" que é congelado, como se fosse um documento.
O interessante, depois, é analisar cada foto e imaginá-la: um sorriso, às vezes, forçado, um olhar expressivo, outras vezes distante, uma roupa repuxada, a ruga que sobressaiu, a meiguice do olhar de um animal doméstico, o sorriso puro de uma criança, um momento único de uma flor... Cada vez que se olha numa foto, descobre-se algo que ainda não se tinha notado. É como o jogo dos sete erros, tem que observar bem. O "tempo" que se gasta na análise não importa, mas importa, o "tempo" captado pelas lentes reveladoras.
Não gosto de melhorar fotos, através de programas especiais. Alterar uma foto, é apagar sua identidade. É assassinar o momento mágico do "clique".
Existem fotos que fotografam até a alma, retém os pensamentos presos numa imagem para a eternidade. Por isso, é que há pessoas que não gostam de serem fotografadas, porque sabem que a fotografia desnuda a alma e, elas não conseguem se disfarçar.
A melhor invenção: a máquina fotográfica digital, sob o prisma econômico. Mas, acabou a eternização de um momento. Agora são vários momentos a escolher e deletar os mais reveladores. E, às vezes, acontece o contrário, não se deleta nenhuma foto porque são momentos multiplicados. Parece que queremos parar o tempo que nos fez perder tanto tempo. Será? Cada fotografia, guarda milésimos de segundos em seus cliques. Preciosos momentos que jamais voltarão e nós com a tecnologia brincamos de "parar o tempo".
Nesta página, selecionei algumas "paradas de tempo". Vamos observar a fantasia de cada clique?!!!


(Terça-feira, 20/01/2009 - 23:50h)