
A máquina fotográfica é uma arma poderosa, invencível. Sinto-me muito forte ao parar com um clique, uma ação, um momento, que poderia ser outro, mas é "aquele momento" que é congelado, como se fosse um documento.
O interessante, depois, é analisar cada foto e imaginá-la: um sorriso, às vezes, forçado, um olhar expressivo, outras vezes distante, uma roupa repuxada, a ruga que sobressaiu, a meiguice do olhar de um animal doméstico, o sorriso puro de uma criança, um momento único de uma flor... Cada vez que se olha numa foto, descobre-se algo que ainda não se tinha notado. É como o jogo dos sete erros, tem que observar bem. O "tempo" que se gasta na análise não importa, mas importa, o "tempo" captado pelas lentes reveladoras.

Não gosto de melhorar fotos, através de programas especiais. Alterar uma foto, é apagar sua identidade. É assassinar o momento mágico do "clique".
Existem fotos que fotografam até a alma, retém os pensamentos presos numa imagem para a eternidade. Por isso, é que há pessoas que não gostam de serem fotografadas, porque sabem que a fotografia desnuda a alma e, elas não conseguem se disfarçar.
A melhor invenção: a máquina fotográfica digital, sob o prisma econômico. Mas, acabou a eternização de um momento. Agora são vários momentos a escolher e deletar os mais reveladores. E, às vezes, acontece o contrário, não se deleta nenhuma foto porque são momentos multiplicados. Parece que queremos parar o tempo que nos fez perder tanto tempo. Será? Cada fotografia, guarda milésimos de segundos em seus cliques. Preciosos momentos que jamais voltarão e nós com a tecnologia brincamos de "parar o tempo".
Nesta página, selecionei algumas "paradas de tempo". Vamos observar a fantasia de cada clique?!!!
(Terça-feira, 20/01/2009 - 23:50h)