sábado, 20 de abril de 2013

TRIBUTO AO AMÉRICO

Tributo ao AMÉRICO

     Um homem íntegro, responsável, amigo de todos, assim era o AMÉRICO. Era de pouca conversa, mas sempre presente.
     Foi um dos pilares da CERNOPI ( Cooperativa de Eletrificação Rural do Norte Pioneiro), desde a sua fundação. Ali, ele trabalhou, fez seus plantões, estava sempre à disposição dos cooperados. Não sabia dizer "não", queria servir a todos.
     Mas, infelizmente, sua doença evoluiu e ele nos deixou. Faleceu da maneira como viveu: sem fazer alarde. Despediu-se da vida aos poucos, quietinho, como era sua marca registrada.
     Seu lugar, em nossas vidas, jamais será preenchido. Ficará um vazio enorme nos coração de sua família e de seus amigos.
     A Esperança é que um dia nós o reencontraremos, e é isso que nos diz a Palavra de Deus em Apocalipse, 21:4, "Deus enxugará de seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, pois as primeiras coisa são passadas". 
     Não diremos "adeus" ao AMÈRICO, mas um "até breve" em Cristo Jesus.












' breve

PERFÍDIA

PERFÍDIA

     Nunca tinha sentido esta dor em toda sua plenitude! Dói na alma. Dói no mais escondido do meu ser. É uma angústia que vem à boca, amarga como fel. É a sensação de ter sido apunhalada pelas costas.
     Por que fui traída? Porque amei demais, doei demais ou porque não entenderam o meu amor?
     Foi alto demais o preço que paguei por querer substituir um amor que esse alguém jamais teve.
     Amor incompreendido, amor incerto, amor sem esperança futura, são frutos dos traidores, mas, que infelizmente surgem com a aparência de confiável e seguro.
Não pensaram nos meus sentimentos? Na minha doação? Nas faculdades mentais dos que traem, ao consumar o ato, deve ter sabor de vitória. Mas, na minha, tem sabor de solidão, de pessoa perdida no tempo e no espaço, mas ciente do dever cumprido. É uma derrota difícil de suportar, porque não teve luta. Um lado sozinho destilou seu veneno e paralisou a vítima!
     Por que as pessoas sentem prazer em nos magoar? De nos arremessar este prato amargo da perfídia? Mas, este prato pode se tornar doce, ao bater num coração cheio de amor, o meu.
     Fui traída, mas tenho a sensação de que sou vitoriosa, porque incomodei, amei muito, e isso não coube nos corações dos traidores. Eles não sabem o que é ter no coração algo grandioso, que invade pessoas, que envolve almas, que planta esperança, que perdoa.
     Mais forte que a neve que congela corações é o calor do sol. Meu coração permanece iluminado por um sol aconchegante, apesar da traição de pessoas que não conhecem o verdadeiro sentimento do amor e do perdão.
     Cristo foi traído e só hoje compreendi o alto preço que Ele pagou  por ter amado demais!
                                                                  

                                                                       Lurdes Ribeiro 
                                                                       17/04/2013, quarta-feira
                                                                        22:36h

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Formatura do Colégio Estadual Rio Branco 

     Li, na "Dedicatória" do Livro "O Futuro da Humanidade" de Augusto Cury,      que:
     "A maior aventura do ser humano é viajar,
     E a maior viagem que alguém pode empreender
     É para dentro de si mesmo.
E o modo mais emocionante de realizá-lo é ler um livro,
Pois um livro revela que a vida e o maior de todos os livros,
Mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas
     E descobrir o que as palavras não disseram.
     No fundo, o leitor é o autor de sua história..."

     Emocionante e grandiosa esta dedicatória. Sou uma ávida leitora, gosto muito de viajar e... estudar.
     Hoje, quatorze de dezembro de dois mil e doze, vinte horas, na Casa da Cultura Platinense, na Festa de  Formatura dos alunos do Colégio Estadual Rio Branco, sou Formanda. Já fui estudante, formanda, professora, aposentei-me e novamente formanda, porque jamais aprenderei tudo e nunca deixarei de estudar.
     E, sentada, na poltrona dos formandos, observei que cada aluno e cada aluna que ouvia belos discursos, aguardava com ansiedade o maior momento desta festa: aquele momento de ouvir o seu nome para receber o tão merecido diploma e escrever mais uma página na sua história de vida. 
    Quantos livros teriam lido? Quantas viagens através destes livros teriam empreendidas? Em quantas biografias teriam se espelhados? Qual mestre conseguiu modificar seus hábitos e atitudes? Quantas histórias de vida teriam escutado ou participado com seus professores e colegas? Quantas histórias teriam lido nas entrelinhas destas vidas? Por quantas alegrias e por quantas tristezas teriam passado? Quantos amigos conquistaram nesta caminhada? Quantas pessoas mereceriam um pedacinho do seu Diploma? E a Família que vivenciou suas conquistas e derrotas e que sempre os incentivaram a não desistir, estariam ali para abraçá-los?
     E, ali, estávamos nós, após anos e anos de estudos, aguardando o instante de receber um Certificado para começar uma nova etapa, conquistar uma nova oportunidade e continuar a escrever a história de nossas vidas, mas, agora, com muito mais experiências.
     Das viagens geográficas que fazemos restam o conhecimento adquirido e as fotografias para recordar. Mas, das viagens que fazemos dentro de nós mesmos, nunca restam,  são "descobertas" de capacidades em nosso ser que desconhecíamos, objetivos adormecidos a espera de estímulos. Descobrimos que somos autores de nossa história. Descobrimos que fazemos a diferença neste mundo indiferente.
     O Grande Autor nos criou, mas somos livres para construirmos nossa história... e aprendermos com nossos erros.
 Mas, este, o nosso momento de Formatura, é de felicidade!

                                                                   ( Lurdes Ribeiro, 18/02/2012, 10:00h)










 

sábado, 15 de janeiro de 2011

A ARTE DE SER "VOVÓ".

" Os filhos são heranca do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão." Salmo 127:3

"Ser Vovó" é agradecer a Deus "por ver os filhos dos meus filhos".
"Ser Vovó" é sentir saudades, e chamar os netos pelos nomes dos filhos que já cresceram.
"Ser Vovó" é algo inusitado em nossas vidas.
"Ser Vovó" é ter em nossas mãos criancas adoráveis.
"Ser Vovó" é ajudar a educar sem medo de errar.
"Ser Vovó" é se surpreender fazendo travessuras, sem se importar com as consequências.
"Ser Vovó" é brincar de ser vovó do "Chapeuzinho Vermelho", vendo um par de olhinhos brilharem quando o "Lobo Mau" é castigado.
"Ser Vovó" é ensinar com amor ,diante de um objeto quebrado.
"Ser Vovó" é ficar brava, escondendo o sorriso.
"Ser Vovó" é sentir o peso dos anos quando, quando a netinha já está no seu colo.
"Ser Vovó" é ter paciência de contar a mesma história, mil vezes, só para ver a mesma reacão, na mesma parte da histórinha.
"Ser Vovó" é sentir um imenso prazer quando notamos que nossos gestos estão sendo clonados.
"Ser Vovó" é repetir infinitas vezes cancões, parlendas, versos trava-línguas...
"Ser Vovó" é fazer o cardápio que os netos gostam e saborear o prato com eles.
"Ser Vovó" é ter a casa com cheiro de "Casa de Vovó¨, recheada de guloseimas.
"Ser Vovó" é sentir a satisfacão de ter um avental pequenino, para a netinha ficar vestida igual a vovó, ajudar a bater um bolo e se lambuzar...
"Ser Vovó" é limpar farelos, sem ficar brava, numa cozinha que acabou de ser lavada.
"Ser Vovó" é assistir a filmes, sendo interrompida várias vezes para dar explicacões.
"Ser Vovó" é estudar juntos e descobrir o quanto os netos são capazes de aprender rápido.
"Ser Vovó" é ser ensinada por eles com as novas tecnologias, que você tem que usar o "Manual"...
"Ser Vovó" é voltar a ser Mãe, so que com mais paciência.
"Ser Vovó" é estar com a máquina fotográfica nas mãos e clicar aqueles momentos lindos...
"Ser Vovó" é partilhar os e-mails educativos com os netos.
"Ser Vovó" é ensinar cidadania ao levar os netos juntos para votar.
"Ser Vovó" é fazer seu neto sentir prazer em ir à Lanchonete com você.
"Ser Vovó" é presentear, sem datas definidas.
"Ser Vovó" é sentir o apoio do Vovô!
"Ser Vovó" é uma dádiva do Criador!!!

Reflexão no dia do níver da Bisa (minha mãe). 03/11/2010, 06:30h

quinta-feira, 29 de abril de 2010

CHEGADAS E PARTIDAS



Quem já não chegou e não partiu nas "Estações da Vida"? Quem já não esperou uma "chegada" e não chorou uma "partida"?
O embarque e desembarque se faz constante nos lares, Rodoviárias, Rodoferroviárias, Aeroportos e portos, com despedidas, adeus, abraços, lágrimas. Quantas vezes já esperei alguém chegar e partir...
Desde criança, via meu pai, que era caminhoneiro, partir e chegar. Ele viajava para São Paulo. A partida, às vezes nem via, pois ele saía antes do Sol nascer, e eu ainda estava dormindo, mas a chegada... Aguardava a chegada com a ansiedade de criança, pois, papai sempre chegava com novidades. Lembro-me que ele levava cereais e galinhas para a capital paulista, e, na volta, entre
outras coisas, trazia para vender, macarrão e maçãs. Mas, maçãs argentinas, lindas gostosas e embrulhadas num papel de seda roxinho. E foi nessa época, que pela primeira vez, descobri que existiam outros povos, outras línguas. Nas caixas de maçãs, estava escrito: Manzanas Argentinas. Eu, ainda, não sabia ler, era muito pequena, mas meu pai lia e explicava que aquelas frutas vinham de um lugar distante, vinham de um outro País. As maçãs vinham de uma Terra onde se falava e escrevia uma língua diferente, língua espanhola. Até as frutas partiam e chegavam!
Meus avós e tios, sempre iam nos visitar em São Paulo-SP, mais tarde em Arapongas-PR, minha cidade natal. E às vezes éramos nós que vínhamos para Santo Antônio da Platina. As despedidas sempre eram regadas de lágrimas.
Vieram as grandes chegadas: a do meu marido e a dos meus filhos. Depois começaram as partidas dos meus filhos, para Curitiba, Ivatuba, Estados Unidos... Suas chegadas para nos visitar eram cheias de alegria, mas as partidas doíam na alma.
Tivemos vizinhos que chegaram e partiram. Ficou a amizade.
Tive uma Intercambista do Óregon, Estados Unidos. Foi muito bom recebê-la, pois, trocamos muitas informações e aprendemos um pouco da língua Inglesa e lhe ensinamos o Português. Quando ela partiu, com lágrimas, já dominava, muito bem, nossa língua Portuguesa.
Como Professora, durante vinte e nove anos, vi muito aluno chegar e partir. E, nas estradas da vida, às vezes, encontro alunos que ainda me chamam de Professora.
Depois de tantas chegadas e partidas, já devia estar acostumada, mas, nós, seres humanos, não fomos feitos para partidas, mas, para o abraço gostoso da chegada!
A chegada mais esperada é a dos nossos filhos. A partida mais dolorosa é o adeus definitivo a um ente querido...

Lurdes Ribeiro
10/10/2008.

CINCO ANOS, SEM O HENRIQUE



Dia 29 de abril de 2005, sexta-feira. Esta data jamais esqueceremos até o fim de nossos dias. Foi o dia mais triste de nossas vidas. Perdemos um netinho querido, atropelado por um jovem irresponsável, que na Avenida Oliveira Mota, junto com sua namorada, testava a velocidade de seu Gol. Feito as devidas perícias, o motorista estava correndo mais de 80 quilômetros por hora, às onze e trinta de uma linda manhã de Outono, que se transformou no pior dia de nossas vidas. O corpo do meu netinho foi jogado pelo ar e caiu a uma distância de vinte e três metros de onde foi atropelado!!!
E o motorista disse que nào viu nada! Não viu nada, porque ele nunca viu nada na vida!!! Há uns dois anos vimos sua foto num Jornal Platinense, comemorando seu aniversário. Ele tem esse direito!? Comemorar em público a data de seu aniversário? E nós, vamos comemorar o "quê" do nosso neto? Era para ele aparecer o menos possível em público e ter em sua consciência ( se é que ele a tem ) que ele tirou do convívio familiar, uma criança linda, cheia de expectativas de vida, ávida de conhecer o Mundo através dos estudos!!! E a justiça? Existe justiça aqui na T
erra? Acreditamos na justiça de DEUS! A justiça é para quem está vivo, porque para aquele que se foi, nada há por fazer... Só nos resta uma grande dor. Resta-nos a saudade dos momentos que passamos juntos, as boas lembranças, o som de um riso infantil, um grito de alegria, um abracinho apertado, um beijinho... e lágrimas, muitas lágrimas...

Vovó Lurdes (02/04/2010,sexta-feira,09:30h)





sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

AMIGOS


"O homem que tem muitos amigos pode congratular-se, mas há amigo mais chegado do que um irmão."(Provérbios 18:24)

"Amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito...", é assim que diz a canção.
Amigo é aquele que te abraça gostoso, como uma criança o faz.
Amigo é aquele que liga para te dizer um "oi!", no dia do teu Aniversário, no Natal, no Ano Novo...
Amigo é aquele que se alegra com sua prosperidade.Amigo é aquele que te visita quando você muda de endereço.
Amigo é aquele que te escuta quando você está chateado.
Amigo é aquele que conta, também a você suas mágoas.
Amigo é aquele que faz você recordar das coisas passadas.
Amigo é aquele que pode estar longe, mas você se lembra.
Amigo é aquele que respeita o teu silêncio.
Amigo é aquele que te faz sentir bem em qualquer ambiente.
Amigo não tem idade, você se identifica com ele.
Amigo é aquele que te convida para juntar as panelas.
Amigo é aquele que não fala mal dos outros.
Amigo é aquele que te respeita sem protocolos.
Amigo é aquele que você gostaria de fazer mais por ele.
Amigo é aquele que te conhece bem no fundo da tua alma.
Amigo é aquele que estuda com você as situações difíceis.
Amigo é aquele que te procura, porque sua companhia te faz bem.
Amigo é aquele que qualquer hora te escuta.
Amigo é aquele que te abraça e te conforta.
Amigo é aquele que sempre sabe que ele esta lá...
Amigo é aquele que te surpreende.
Amigo é aquele que vem à sua casa, por você.
Amigo é aquele que não concorda, mas o escuta e o faz repensar.
Amigo é aquele que está por perto nas horas boas e ruins.
Amigo é aquele que você perde o telefone mas não esquece.
Amigo é aquele que passada a tempestade te procura para passar a limpo as "diferenças".
Amigos temos muitos, mas "AMIGO", dá para contar nos dedos.
"AMIGO", aqui deixo o meu ABRAÇO!!! E Feliz Ano Novo.
(Lurdes Ribeiro. 01/01/2010, 11:00h.)

como cuidar orquideas


OBS: Este texto foi inspirado em um telefonema de minha babá ( foto) de 55 anos atrás, que hoje tem 73 anos, e sempre lembra das datas festivas e me liga.