Quem já não chegou e não partiu nas "Estações da Vida"? Quem já não esperou uma "chegada" e não chorou uma "partida"?
O embarque e desembarque se faz constante nos lares, Rodoviárias, Rodoferroviárias, Aeroportos e portos, com despedidas, adeus, abraços, lágrimas. Quantas vezes já esperei alguém chegar e partir...
O embarque e desembarque se faz constante nos lares, Rodoviárias, Rodoferroviárias, Aeroportos e portos, com despedidas, adeus, abraços, lágrimas. Quantas vezes já esperei alguém chegar e partir...
Desde criança, via meu pai, que era caminhoneiro, partir e chegar. Ele viajava para São Paulo. A partida, às vezes nem via, pois ele saía antes do Sol nascer, e eu ainda estava dormindo, mas a chegada... Aguardava a chegada com a ansiedade de criança, pois, papai sempre chegava com novidades. Lembro-me que ele levava cereais e galinhas para a capital paulista, e, na volta, entre
outras coisas, trazia para vender, macarrão e maçãs. Mas, maçãs argentinas, lindas gostosas e embrulhadas num papel de seda roxinho. E foi nessa época, que pela primeira vez, descobri que existiam outros povos, outras línguas. Nas caixas de maçãs, estava escrito: Manzanas Argentinas. Eu, ainda, não sabia ler, era muito pequena, mas meu pai lia e explicava que aquelas frutas vinham de um lugar distante, vinham de um outro País. As maçãs vinham de uma Terra onde se falava e escrevia uma língua diferente, língua espanhola. Até as frutas partiam e chegavam!
outras coisas, trazia para vender, macarrão e maçãs. Mas, maçãs argentinas, lindas gostosas e embrulhadas num papel de seda roxinho. E foi nessa época, que pela primeira vez, descobri que existiam outros povos, outras línguas. Nas caixas de maçãs, estava escrito: Manzanas Argentinas. Eu, ainda, não sabia ler, era muito pequena, mas meu pai lia e explicava que aquelas frutas vinham de um lugar distante, vinham de um outro País. As maçãs vinham de uma Terra onde se falava e escrevia uma língua diferente, língua espanhola. Até as frutas partiam e chegavam!
Meus avós e tios, sempre iam nos visitar em São Paulo-SP, mais tarde em Arapongas-PR, minha cidade natal. E às vezes éramos nós que vínhamos para Santo Antônio da Platina. As despedidas sempre eram regadas de lágrimas.
Vieram as grandes chegadas: a do meu marido e a dos meus filhos. Depois começaram as partidas dos meus filhos, para Curitiba, Ivatuba, Estados Unidos... Suas chegadas para nos visitar eram cheias de alegria, mas as partidas doíam na alma.
Tivemos vizinhos que chegaram e partiram. Ficou a amizade.Tive uma Intercambista do Óregon, Estados Unidos. Foi muito bom recebê-la, pois, trocamos muitas informações e aprendemos um pouco da língua Inglesa e lhe ensinamos o Português. Quando ela partiu, com lágrimas, já dominava, muito bem, nossa língua Portuguesa.
Como Professora, durante vinte e nove anos, vi muito aluno chegar e partir. E, nas estradas da vida, às vezes, encontro alunos que ainda me chamam de Professora.
Depois de tantas chegadas e partidas, já devia estar acostumada, mas, nós, seres humanos, não fomos feitos para partidas, mas, para o abraço gostoso da chegada!A chegada mais
esperada é a dos nossos filhos. A partida mais dolorosa é o adeus definitivo a um ente querido...
Lurdes Ribeiro
10/10/2008.
Um comentário:
Saudades!
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